A realização da Capital Motors 2026 no Parque de Exposições de Paços de Ferreira representa mais do que um simples encontro de automóveis clássicos. O evento surge num concelho que procura diversificar a utilização da marca territorial “Capital do Móvel”, historicamente associada à indústria do mobiliário, mas cada vez mais utilizada para acolher iniciativas culturais, desportivas e turísticas capazes de atrair novos públicos.
A feira, promovida pelo Automóvel Clube de Paços de Ferreira, decorrerá nos dias 20 e 21 de junho e reunirá colecionadores, expositores, restauradores e entusiastas do património automóvel. O certame inclui uma feira de automobilia, exposição de viaturas e o encontro mensal de clássicos promovido pelo clube local.
O local escolhido para a realização da iniciativa não é indiferente. O Parque de Exposições foi construído precisamente para afirmar a marca “Capital do Móvel” e promover a atividade económica do concelho. Desde os anos 1990 que acolhe feiras e eventos destinados a projetar Paços de Ferreira para além da sua dimensão territorial.
Nos últimos anos, o concelho tem procurado associar a designação “Capital do Móvel” a iniciativas de natureza diversa. Além das feiras do setor mobiliário, acolhe eventos como o MotardFest, a Rampa Capital do Móvel, integrada no Campeonato de Portugal de Montanha, e agora a Capital Motors.
A aposta no segmento dos veículos clássicos acompanha uma tendência nacional de crescimento do colecionismo automóvel, da recuperação de viaturas históricas e da valorização do património industrial associado ao automóvel. A Capital Motors procura posicionar-se nesse nicho, aproveitando a localização estratégica do concelho e a capacidade logística do recinto de exposições.
Embora a organização não tenha divulgado previsões oficiais de afluência, a expectativa é que o evento atraia participantes e visitantes de vários pontos do país, contribuindo para a atividade económica local nos setores da restauração, comércio e alojamento. Esta projeção constitui, nesta fase, uma interpretação baseada na dimensão habitual de eventos semelhantes e não um dado oficialmente confirmado.







