A Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), em conjunto com a Guarda Nacional Republicana (GNR) e a Polícia de Segurança Pública (PSP), inicia a 20 de janeiro a campanha de segurança rodoviária “Viaje Sem Pressa”, que assinala o arranque oficial do Plano Nacional de Fiscalização (PNF) de 2026.
A iniciativa decorre até 26 de janeiro e abrange os distritos do Porto, Setúbal e Viana do Castelo, combinando ações de sensibilização com operações de fiscalização em vias de elevada intensidade de tráfego. A campanha centra-se na redução do excesso de velocidade, apontado pelas autoridades como responsável por cerca de um terço das mortes em acidentes rodoviários.
Segundo dados divulgados pela ANSR, em 2025, 64% das infrações registadas em território nacional estiveram relacionadas com a velocidade. As autoridades alertam que o aumento da velocidade tem impacto direto na gravidade dos acidentes, sobretudo em atropelamentos. Estudos técnicos indicam que a probabilidade de sobrevivência de um peão atropelado a 30 km/h é de 90%, enquanto a 50 km/h desce para 10%.
Durante esta semana, as ações conjuntas de sensibilização e fiscalização realizam-se nas seguintes localizações:
- 20 de janeiro — EN12 (Matosinhos/Porto)
- 21 de janeiro — EN13, km 33,9 (Estela, Póvoa de Varzim)
- 22 de janeiro — Avenida 23 de Julho de 1833 (Seixal)
- 23 de janeiro — EN10, km 17,5 (Coina)
- 26 de janeiro — EN13, Avenida Paulo VI (Viana do Castelo)
As autoridades recordam que manter distâncias de segurança adequadas reduz significativamente o risco de colisão e reforçam a necessidade de condução defensiva.
A campanha agora iniciada é a primeira de um conjunto de 11 previstas no âmbito do PNF 2026, que decorrerão até novembro e abordarão temas como álcool, uso de dispositivos de segurança, telemóvel ao volante, veículos de duas rodas e, pela primeira vez, um eixo específico dedicado à proteção dos utilizadores vulneráveis.
O Plano Nacional de Fiscalização é promovido anualmente desde 2020, alinhado com recomendações europeias em matéria de prevenção da sinistralidade rodoviária.
As entidades responsáveis sublinham que os acidentes rodoviários não são inevitáveis e que a adoção de comportamentos seguros constitui o principal fator de redução das consequências mais graves nas estradas portuguesas.




