Grupo municipal alega falta de dados atualizados da GNR para adiar a sessão temática e critica executivo socialista por alegada desigualdade no acesso à informação.
O Grupo Municipal do Chega em Paços de Ferreira anunciou pelas redes sociais a retirada do requerimento que solicitava a realização de uma Assembleia Municipal temática dedicada à segurança no concelho. A decisão, divulgada este domingo através de nota pública, surge na sequência de um impasse político quanto ao agendamento da sessão.
A iniciativa de promover um debate dedicado à criminalidade local tinha sido fundamentada pela concelhia do Chega em 16 ocorrências noticiadas recentemente pelos meios de comunicação social. Contudo, a força política optou por travar a iniciativa antes da sua realização, alegando indisponibilidade de dados oficiais em tempo útil.
Falta de relatórios e divergência processual
Em comunicado público pelas redes sociais, a bancada do Chega reconheceu que o modelo de debate temático no concelho “revelou falhas de articulação” organizativa. Ao ser informado de que os dados solicitados à Guarda Nacional Republicana (GNR) não estariam disponíveis para a data prevista, o partido defendeu o adiamento da sessão perante a Mesa da Assembleia Municipal.
A oposição municipal justifica a retirada do ponto por recusar “um debate sobre segurança sem que todos tenham acesso à mesma informação”, acusando simultaneamente o Presidente da Câmara de ter apresentado dados sobre detenções sem os disponibilizar previamente aos restantes eleitos locais.
Segundo a mesma nota, o Partido Socialista (PS), que detém a maioria no concelho, opôs-se ao adiamento proposto, levando o Chega a retirar a proposta de agendamento. O partido garante, no entanto, que voltará a submeter o requerimento assim que os relatórios estatísticos da GNR forem facultados a todos os grupos municipais.







