As empresas do setor do mobiliário e da madeira nos concelhos de Paços de Ferreira e Paredes que concentram o maior cluster industrial do país nesta fileira continuam a reforçar a sua aposta na modernização tecnológica, no design de valor acrescentado e na transição ecológica para consolidar a presença nos mercados internacionais.
Responsável por mais de metade da produção nacional de mobiliário, o eixo Paços de Ferreira-Paredes junta centenas de pequenas, médias e grandes empresas com forte tradição no trabalho da madeira, exportando a grande maioria da sua produção para mercados como França, Espanha, Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha.
Digitalização e sustentabilidade impulsionam competitividade
Para responder às exigências regulatórias europeias e às novas tendências de consumo, o tecido empresarial do Vale do Sousa tem vindo a investir na automação dos processos produtivos e no desenvolvimento de coleções baseadas no conceito de economia circular, com utilização de matérias-primas certificadas e acabamentos de baixo impacto ambiental.
De acordo com dados do setor, a colaboração entre os municípios, tem sido determinante para qualificar a mão de obra local e atrair novos quadros especializados nas áreas de design industrial e gestão internacional.
Dinamização da economia regional e criação de emprego
Além da dimensão exportadora, a indústria do mobiliário assume-se como o principal empregador nos dois concelhos, gerando milhares de postos de trabalho diretos e indiretos que alavancam uma vasta rede de fornecedores desde a metalomecânica e os estofos até ao transporte, logística e serviços digitais.
A realização de certames e mostras empresariais na região continua igualmente a atrair compradores e arquitetos de interiores nacionais e estrangeiros, projetando o nome de Paços de Ferreira e reforçando a reputação de Paredes como polo de excelência na manufatura da madeira.








