OpiniãoPróxima paragem: Eleições para o Parlamento Europeu

Próxima paragem: Eleições para o Parlamento Europeu

Relacionados

Promessas com GPS avariado

Há anúncios políticos que são tão bonitos que até deviam vir com moldura. Dez milhões para Meixomil, Quinta do Paço, casas, jardins sensoriais, hortas, animais,...

Paços de Ferreira não precisa de mais política. Precisa de mais escrutínio.

Há uma pergunta que, de tempos a tempos, uma terra deve fazer a si própria. Estamos realmente a discutir o futuro do concelho ou...

Acabaram-se as festas. E os Avós?

Há algum tempo escrevi sobre a febre das festas e festinhas em Paços de Ferreira. Na altura, dinheiro parecia não faltar. Era festa para...

No próximo dia 9 de junho teremos as eleições para o Parlamento Europeu. Irão ser eleitos 24 eurodeputados por Portugal e desde já temos uma certeza: uma parte significativa dos futuros deputados estará ajoelhado, cumprirá sem pestanejar as ordens e desejos do diretório de Bruxelas.

Como sempre, iremos assistir a juras de amor ao povo português, a promessas vãs de trazer mais progresso com os fundos europeus, entre tantos outros devaneios. Sem nunca falar a verdade, pois os fundos europeus que chegam a Portugal acarretam custos para os portugueses que trabalham e não para o grande capital.

Contudo, centremos a atenção na única candidatura que diz a verdade, que alerta os portugueses das consequências e dos riscos relativamente à soberania nacional (quem não se lembra dos alertas sobre as políticas agrícolas da UE para Portugal? Das famosas quotas para o leite e o abate da nossa frota pesqueira?). Foram os comunistas, quais aves agoirentas, que alertaram para o que iria chegar com a capitulação de Portugal à UE.

Assim, dia 9 de junho é importante que a voz dos eurodeputados da CDU saia reforçada para, como disse João Oliveira (1.º candidato da CDU ao Parlamento Europeu) no passado dia 30 de abril e o qual cito: “A força da CDU fez e fará a diferença para recusar a cartilha neoliberal das liberalizações e privatizações, da mercantilização dos serviços públicos, do ataque a direitos sociais e laborais, das políticas orçamentais restritivas, da chantagem para a redução da despesa pública, ainda recentemente caucionada no Parlamento Europeu por PS, PSD e CDS – sempre à custa dos direitos do Povo e em benefício dos interesses do capital. A força da CDU fez e fará a diferença para denunciar e combater a promiscuidade entre as instituições da União Europeia, os grupos económicos e as multinacionais, que determina as decisões e a produção legislativa destas instituições”.

 

Bruno Sousa (professor)

Membro da Comissão Concelhia de Penafiel do PCP

Todos os conteúdos do Emissor são verificados e validados pelo Diretor antes da publicação. Consulte a nossa Política de IA.

spot_img
spot_img
spot_img
spot_img

Últimos Artigos

spot_img