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Dia Europeu do 112: “O capacete oculta sentimentos incompreensíveis”

Em época pandémica os bombeiros procuram conferir “o conforto e a segurança para com os cidadãos”, exemplificando com algumas funções de maior importância neste momento, como é o caso do transporte de doentes e o socorro pré-hospitalar. O 2º Comandante dos Bombeiros Voluntários de Paços de Ferreira e o Comandante dos Bombeiros Voluntários de Lordelo, concederam uma entrevista ao EMISSOR no Dia Europeu do 112.

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Hoje, dia 11 de fevereiro, celebra-se o Dia Europeu do 112, número utilizado em casos de emergência. Tendo em conta que, numa situação de socorro o 112 está ligado não só ao INEM como aos bombeiros, o EMISSOR procurou entrevistar aqueles que estão presentes, não só na hora do socorro, como também enfrentam, na linha da frente, a atual pandemia.

António Barbosa – 2º Comandante dos Bombeiros Voluntários de Paços de Ferreira (Direitos Reservados)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

De acordo com as palavras de António Barbosa, 2º Comandante dos Bombeiros Voluntários de Paços de Ferreira, “os bombeiros são um pilar fundamental na proteção de pessoas e bens, indispensáveis na estrutura da proteção civil, sendo uma instituição com mais 600 anos de história que persiste nos valores humanitários, característicos da sua fundação”.

A par de António Barbosa, está José Freitas, Comandante dos Bombeiros Voluntários de Lordelo, Paredes, referindo que os bombeiros “têm o dever cívico e social de ser o exemplo perante a sociedade”, acrescentando que “incute-se aos jovens que integram os Corpos dos Bombeiros, princípios básicos e fundamentais de disciplina, correção, obrigação e respeito pelo próximo”. Pelas razões enunciadas é facto que os bombeiros têm uma função indispensável para a sociedade.

Face à atual pandemia, acresce aos bombeiros funções importantes, como é o caso do transporte de doentes e emergências pré-hospitalares, por isso, José Freitas refere que os bombeiros procuram sempre “garantir o conforto e uma segurança para com os cidadãos”, mencionando que “nos transportes de doentes e no socorro pré-hospitalar que as funções dos bombeiros se evidenciam mais, são o pilar principal que Sistema Integrado de Emergência Médica, onde cerca de 80% das emergências pré hospitalares são asseguradas pelo Corpo de Bombeiros”.

Bombeiros Voluntários de Paços de Ferreira – Direitos Reservados

Ao mesmo tempo, António Barbosa explica que “os bombeiros sempre tiveram uma função importante”, descrevendo que, de momento, “estão ainda mais evidenciadas no cuidado redobrado com o transporte de doentes, seguindo as normas emanadas no cuidado redobrado com o transporte de doentes”, de acordo com as normas da Direção-Geral de Saúde.

Neste momento, perante a situação atual, o Comandante dos Bombeiros de Lordelo, Paredes, acrescenta ainda que os bombeiros são “uma estrutura de apoio para dar resposta a situações pontuais e de certa gravidade, como exemplo de surtos que surjam em unidades/centros, havendo necessidade de transferência para outros locais, assegurando o transporte e cuidados para os utentes”.

Bombeiros Voluntários de Paços de Ferreira (Direitos Reservados)


Tendo em conta as declarações prestadas, o EMISSOR procurou saber quais as tragédias mais difíceis de intervir, ao que o 2º Comandante dos Bombeiros de Paços de Ferreira refere que “cada tragédia, infelizmente, tem o seu grau de dificuldade, no entanto, a que vivemos atualmente, para nós, bombeiros, será sempre mais difícil porque lutamos contra algo que não se vê, a pandemia”. A par das declarações de António Barbosa está José Freitas, que complementa dizendo que “as mais difíceis de intervir são aquelas em que se perdem vidas”.

No momento em que a sirene toca é porque existe urgência e o sentimento de dever e responsabilidade surge, de acordo com José Freitas, “é um sentimento de apreensão e em simultâneo de responsabilidade”, explicando que “de apreensão porque estamos a lidar com uma situação nova, na qual as entidades competentes (DGS) estão sempre com alterações dinâmicas nos procedimentos, no sentido de tentar combater a pandemia” acrescentando ainda o sentimento de responsabilidade contando que “com a inércia de reconhecimento dos bombeiros, por parte das entidades governamentais, os bombeiros mantêm o seu legado há mais 700 anos de existência, que é salvar bens e vidas, com responsabilidade e muito profissionalismo”.

Bombeiros Voluntários de Lordelo, Paredes (Direitos Reservados)


Questionado no mesmo âmbito, António Barbosa refere não ser fácil descrever “o sentimento que nos corre pelo corpo quando a sirene toca. Entre um misto adrenalina e sentimento de urgência, há pouco tempo para pensar naquilo que sentimos para além da vontade de ajudar o próximo o mais rápido possível”, evidenciando que “o capacete que usamos oculta sentimentos incompreensíveis”.

Face às muitas histórias que os bombeiros carregam consigo e os vários sentimentos que existem na hora da luta, António Barbosa conta que “há muitas histórias que poderia contar, umas pela positiva outras pela negativa, mas as que ficam serão sempre negativas porque quando damos o nosso melhor para salvar uma vida e não conseguimos, sentimos um vazio muito grande”.

José Freitas – Comandante dos Bombeiros Voluntários de Lordelo, Paredes (Direitos Reservados)


Já José Freitas relata uma história que guarda em conjunto com “os seus bombeiros”, como lhes chama, narrando que “em deslocação para um incêndio urbano, no lugar de Parteira, situado em Lordelo (Paredes), os acessos eram limitados e difíceis, o veículo de combate a incêndios denominado e acarinhado pelo nome “FALCON”, pela sua característica de resposta rápida em velocidade – garantido uma célere intervenção, na altura, com uma guarnição de cinco elementos – despistou-se, caindo numa ravina ali existente, provocando três feridos leves (bombeiros) e danos significativos no veículo”, um exemplo que refere ser relembrado por todos de como é necessário “garantir, prevenir e manter presente a segurança de todos, pois os acidentes acontecem”.

Bombeiros Voluntários de Lordelo, Paredes (Direitos Reservados)


Neste momento, os bombeiros mostram-se solidários com a Direção-Geral de Saúde, bem como a questão do isolamento para evitar novos casos de contágio, sendo referido pelo 2º Comandante dos Bombeiros de Paços de Ferreira o pedido à população para que esta siga “as recomendações da DGS e manter-se em casa”, reforçando ainda dizendo que “estamos presente, pois é para a população que se destina o nosso esforço”. A par destas declarações, está o Comandante dos Bombeiros de Lordelo, Paredes, que envia uma “mensagem de esperança e fé” adiantando que “juntos vamos conseguir superar; podem contar sempre com os Bombeiros Voluntários de Lordelo, porque sinto que também podemos contar convosco”.

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