DestaqueEx-presidente de lar de idosos em Matosinhos está acusado de 67 crimes...

Ex-presidente de lar de idosos em Matosinhos está acusado de 67 crimes de maus tratos a idosos

Relacionados

Apresentação de candidatura à liderança da concelhia do PSD de Paços de Ferreira marcada para 20 de fevereiro

A sessão pública de apresentação da candidatura à liderança da Comissão Política Concelhia do Partido Social Democrata (PSD) de Paços de Ferreira realiza-se no...

Mau tempo condiciona circulação em vários concelhos do Tâmega e Sousa e reforça alertas no Vale do Sousa

As condições meteorológicas adversas registadas nos últimos dias provocaram cortes e condicionamentos de trânsito em vários concelhos do Tâmega e Sousa, com impacto direto...

Parlamento aprova na generalidade proposta para limitar acesso de menores às redes sociais

A Assembleia da República aprovou na generalidade uma proposta de lei que visa restringir o acesso de menores às redes sociais, estabelecendo limites etários...

O ex-presidente e um diretor de serviços da instituição “O Lar do Comércio”, situado em Matosinhos, estão acusados de 67 crimes de maus tratos a idosos, 17 desses crimes agravados por resultarem em morte.

A CMTV avança que a Procuradoria-Geral Distrital do Porto referiu que a “acusação refere que, entre janeiro de 2015 e fevereiro de 2020, os arguidos, no exercício das funções, violaram “as funções dos cargos que ocupavam e apesar de saberem que a instituição dispunha de meios económicos para o fazer, por razões de diminuição e contenção de gastos, deixaram de adquirir para os utentes do lar produtos de higiene e terapêuticos – como seja apósitos para escaras, colchões antiescaras, fraldas, suplementos proteicos -, contiveram gastos em recursos humanos – não contratando os médicos, funcionários e enfermeiros necessários para assegurarem o conforto e cuidados mínimos aos utentes -, assim como contiveram despesas na aquisição de equipamentos e de mobiliário”, avançou a procuradoria.

Os arguidos, de acordo com a Procuradoria-Geral Distrital do Porto, “atuaram com a consciência de que as suas condutas resultariam na falta de cuidados de saúde, na higiene na alimentação, na atenção, nos afetos, no entretenimento e socialização dos residentes acamados, determinando o agravamento do estado de saúde, provocando-lhes mazelas físicas e sofrimento físico e psíquico, atentando contra a dignidade da pessoa humana, como ocorreu em 50 dos utentes ali internados”, esclarece.

A procuradoria concluiu ainda que os arguidos atuaram com a consciência de que a omissão dos cuidados aos utentes poderia causar-lhes a morte, conformando-se com o resultado, resultando, dos maus tratos, 17 mortes dos utentes ali internados.

 

- Publicidade -
- Publicidade -spot_img
- Publicidade -spot_img
- Publicidade -spot_img

Últimos Artigos

- Publicidade -