A Igreja de São Vicente de Sousa, situada na União de Freguesias de Torrados e Sousa, no concelho de Felgueiras, vai ser alvo de uma intervenção de conservação, salvaguarda e valorização patrimonial, no âmbito da estratégia de preservação dos monumentos integrados na Rota do Românico.
O auto de consignação da empreitada foi assinado na segunda-feira, 15 de junho, marcando o início de uma intervenção com prazo de execução previsto de 150 dias. Os trabalhos irão incidir nas coberturas, paredes, tetos, portas e janelas do edifício, bem como na torre sineira e no cruzeiro existente no conjunto monumental.
Segundo informação divulgada pela Rota do Românico, a empreitada representa um investimento de cerca de 103 mil euros. O financiamento será assegurado em 75% por fundos da União Europeia, através do Programa Regional NORTE 2030, sendo os restantes 25% suportados pelo Município de Felgueiras.
A intervenção integra a operação “Rotas do Norte: Conservação e Salvaguarda do Património da Rota do Românico”, promovida pela Associação de Municípios do Vale do Sousa (VALSOUSA).
A cerimónia de assinatura contou com a presença do presidente da Câmara Municipal de Felgueiras, Nuno Fonseca, da presidente da União de Freguesias de Torrados e Sousa, Sandra Teixeira, do representante da Fábrica da Igreja Paroquial, José Silva, da diretora da Rota do Românico, Rosário Correia Machado, e do representante da empresa adjudicatária, Bel-Heritage.
Classificada como Monumento Nacional desde 1977, a Igreja de São Vicente de Sousa integra um antigo conjunto conventual cuja construção foi concluída no século XIII. O templo é considerado um dos mais relevantes exemplares da arquitetura românica da região.
Na fachada principal destaca-se o portal românico, composto por três pares de colunas e quatro arquivoltas, inserido numa estrutura pentagonal saliente. No interior, sobressaem diversos elementos artísticos da Época Moderna, incluindo conjuntos de talha e pintura dedicados a São Vicente, São José e aos Mistérios do Rosário.
A Rota do Românico reúne atualmente 58 monumentos e três centros de interpretação distribuídos por 12 municípios dos vales do Sousa, Douro e Tâmega, desenvolvendo atividade nas áreas da conservação patrimonial, investigação científica, educação patrimonial, dinamização cultural e promoção turística.







