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RegionalJá se deu início ao acolhimento de crianças por parte das escolas

Já se deu início ao acolhimento de crianças por parte das escolas

Devido às restrições impostas e ao teletrabalho obrigatório, a afluência nas escolas de acolhimento é reduzida. Apesar disso, já existem filhos de trabalhadores na linha da frente, que estão em processo de acolhimento.

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No âmbito do Estado de Emergência que o país atravessa, devido ao novo coronavírus, com o fecho das escolas, os pais, a quem o teletrabalho não é uma opção, procuram um lugar onde deixar os filhos. Tendo em vista esta situação, o Estado decidiu manter as escolas abertas, somente para os filhos de trabalhadores que necessitam de quem cuide dos filhos, em prol de se poderem apresentar no seu local de trabalho.

Devido às restrições impostas e ao teletrabalho obrigatório, muitas famílias não sentem a necessidade de deixarem os seus filhos na escola. Apesar disso, o trabalhador que se encontra, até ao momento, na linha da frente, procura uma escola de acolhimento onde possa deixar as crianças.

A partir deste princípio, várias escolas mostraram-se disponíveis para acolher os alunos nestas situações e, por isso, a Direção-Geral dos Estabelecimento Escolares disponibilizou um site para consulta das escolas disponíveis para acolhimento de alunos.

De forma a perceber melhor qual o funcionamento das escolas no acolhimento de alunos, o EMISSOR contactou a Escola Básica de Eiriz, situada em Paços de Ferreira, que adiantou o acolhimento de dois alunos referindo ter havido “a proposta de uma família”, adiantou a diretora da escola, Maria Dulce Faria.

Na sequência deste acolhimento, ainda não realizado por completo, a diretora refere que existem documentos em falta por parte da entidade patronal da família em questão. Além destas questões, Maria Dulce Faria afirma como sendo necessário “um professor para acompanhar os alunos” e a existência das auxiliares que estarão presentes na escola.

O plano de contingência, na Escola de Eiriz, não sofrerá alterações, sendo que, quanto à questão da testagem, quer do aluno, quer dos professores e auxiliares, a diretora adianta que “se vão ser testados à Covid-19, não passa por mim, passará pela saúde pública”, acrescentando que “tendo em conta que no primeiro ciclo, o nível de contágio é muito reduzido, não sei se a saúde pública estará nesse disposto”, analisa a diretora da escola, referindo que, até ao momento, não recebeu nenhuma indicação relativa à testagem.

Maria Dulce Faria acrescenta que é importante apoiar, uma vez que, “são profissionais que estão na linha da frente, nós enquanto escola temos esta missão de preparar os alunos, de acordo com o perfil dos alunos, na escolaridade obrigatória; também temos uma missão social, nós temos que cuidar destes alunos, para permitir que os encarregados de educação estejam disponíveis para, neste estado de pandemia, poderem estar na linha da frente e executar o seu serviço eficientemente”.

A par da opinião de Maria Dulce Ferreira, está a assistente de operacional Fernanda Santos, pertencente à Escola Básica de Alfena, em Valongo, referindo que a escola receberá um aluno.

Relativamente à importância do acolhimento de alunos nas escolas, Fernanda Santos salienta que, “para essas crianças virem, não existe outra pessoa de retaguarda para poder estar com elas e isto é uma mais valia, porque irão socializar com mais alguém, não vão ficar fechadas e, em princípio, terão uma educadora e uma funcionária” e acrescenta que, “se os pais acham que é importante… porque há pais que não deixam os alunos virem para a escola”.

A assistente operacional recorda que já houve receios por parte dos encarregados de educação e que, por isso, não deixavam os filhos irem à escola, apesar disso, hoje, vêm que “afinal de contas não era preciso ter medo” e relativamente à escola enquanto acolhimento de crianças em tempos pandémicos, Fernanda Santos diz que “se calhar, talvez a gente vá começar a ter mais (alunos)”.

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