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PSD acusa autarca de Paredes de hipotecar Câmara de Paredes

O Partido Social Democrata de Paredes avança que o resgate proposto pelo atual presidente da Câmara de Paredes, Alexandre Almeida, à “Be Water” irá provocar uma crise financeira na autarquia.

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O presidente da concelhia do PSD de Paredes, Ricardo Sousa, acusa a Câmara Municipal de Paredes de andar “a hipotecar a câmara de Paredes por muitos e muitos anos”.

Na opinião do presidente de Ricardo Sousa, os paredenses encontram-se “incrédulos”, uma vez que estão inseridos num processo de milhões de euros sem “serem ouvidos ou achados”. O resgate proposto pelo atual presidente da Câmara de Paredes, Alexandre Almeida, à “Be Water” irá provocar uma crise financeira na autarquia, o que irá culminar, de acordo com o PSD, num “atraso de décadas no desenvolvimento do concelho, enquanto outros tendem aumentar a sua posição no ‘ranking’ das autarquias”.

O Partido Social Democrata de Paredes explica que “Alexandre Almeida colocou intencionalmente os paredenses num ‘beco se saída’ ao abdicar dos serviços da ‘Be Water’ de uma forma leviana, sem pensar nas graves consequências que daí advêm”, avança Ricardo Sousa, acrescentando que “este «negócio nebuloso» irá provocar uma rutura nos cofres da câmara de Paredes, podendo mesmo colocar em causa os salários dos seus funcionários”.

É ainda recordado, por parte do PSD de Paredes, tratar-se de um negócio de milhões que, para além da “Be Water”, existe alguém mais com o processo.

“É muito dinheiro, e dá para tudo! Mas a verdade é que vão ser os paredenses a sofrer, e muito, não só pelo aumento do custo da água, saneamento, resíduos, …”, avança Ricardo Sousa, e explica que os paredenses sofrerão ainda com “a falta de infraestruturas nas suas freguesias, devido à falta de liquidez de tesouraria que irá acontecer ao longo de muitos anos. A câmara de Paredes, infelizmente, corre para o abismo e falência financeira”, esclarece.

Por fim, o presidente da concelhia do PSD desafia Alexandre Almeida a “usar um cheque da sua conta pessoal para cobrir a verba, que o Tribunal ou o acordo judicial assim o determine, acima dos 22 milhões de euros oferecidos pela câmara desde o início do processo”, conclui.

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