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MOVIMENTAÇÃO DE TERRAS E INSTALAÇÃO DE CONTENTORES JUNTO AO RIO DE CARVALHOSA EM PAÇOS DE FERREIRA GERAM PREOCUPAÇÃO AMBIENTAL

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Populares denunciam uma situação que consideram preocupante junto ao Rio da Carvalhosa, onde alegadas movimentações de terras estarão a provocar alterações numa linha de água inserida numa zona ambientalmente sensível, colocando em risco a fauna e a flora locais.

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Segundo relatos recolhidos no local, os trabalhos de terraplanagem observados nas últimas semanas terão modificado significativamente a morfologia do terreno nas proximidades do curso de água, levantando receios quanto à eventual alteração do seu percurso natural e aos impactos ambientais daí decorrentes.

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Moradores e frequentadores da zona alertam para a presença de espécies vegetais e animais que poderão ser afetadas pela intervenção, numa área considerada de elevado valor ecológico. Os denunciantes referem ainda que a continuidade dos trabalhos poderá agravar a situação, sobretudo caso se confirmem alterações permanentes ao escoamento das águas ou danos nos ecossistemas associados à linha de água.

A situação será já do conhecimento das autoridades municipais. De acordo com o autor das denúncias, este terá abordado presencialmente o presidente da Câmara Municipal de Paços de Ferreira, Paulo Ferreira, no último fim de semana, durante uma atividade desportiva realizada no Monte do Pilar, em Penamaior, tendo sido informado de que “deveria apresentar as suas queixas junto do partido Chega”.

Apesar da questão colocada pela redação do jornal **EMISSOR** ao Presidente da Câmara Municipal de Paços de Ferreira, Dr. Paulo Ferreira, *«Confirma que, durante uma conversa com um dos autores das denúncias no Monte do Pilar, em Penamaior, lhe sugeriu que apresentasse a situação ao partido Chega por considerar que essa via poderia contribuir para a resolução do problema? Em caso afirmativo, qual foi o contexto dessa recomendação?»* — esta alegação não foi, até ao momento, objeto de confirmação ou esclarecimento por parte do autarca.

Entretanto, populares afirmam que o problema aparenta estar a ganhar uma nova dimensão com a instalação e adaptação de vários contentores nas imediações da zona intervencionada, junto ao rio. Segundo os relatos recolhidos no local, circula entre moradores a informação de que estas estruturas poderão vir a servir de apoio ou alojamento temporário para colaboradores de empresas sediadas na região.

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A possibilidade de ocupação permanente ou prolongada daqueles contentores está a suscitar novas preocupações entre os residentes, que questionam se existem as necessárias licenças urbanísticas e ambientais para a sua instalação e utilização.

Entre as dúvidas levantadas pelos moradores encontra-se também o destino das águas residuais e das águas pluviais associadas às estruturas instaladas. Os populares interrogam-se sobre a existência de ligações à rede pública de saneamento ou de sistemas autónomos devidamente licenciados e fiscalizados, receando que eventuais descargas inadequadas possam afetar o Rio da Carvalhosa e os recursos hídricos envolventes.

A fotografia captada no local mostra uma extensa movimentação de terras, muros de contenção em pedra e a presença de contentores implantados numa encosta próxima da linha de água, elementos que reforçam as preocupações manifestadas pelos residentes quanto ao impacto paisagístico e ambiental da intervenção.

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Os denunciantes apelam agora à intervenção das entidades competentes, nomeadamente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e da Câmara Municipal de Paços de Ferreira, para averiguarem a legalidade das obras, a conformidade das estruturas instaladas e os seus potenciais impactos sobre os recursos hídricos, a biodiversidade e o ordenamento do território.

Entre as questões que os moradores pretendem ver esclarecidas encontram-se a eventual existência de licenciamento para as movimentações de terras, os pareceres ambientais emitidos para a intervenção, a finalidade dos contentores instalados e as soluções previstas para o saneamento e a drenagem das águas.

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No âmbito do dever de rigor informativo e do princípio do contraditório, o jornal **EMISSOR** contactou a Câmara Municipal de Paços de Ferreira, remetendo um conjunto de questões ao Presidente da Câmara através dos endereços de correio eletrónico institucionais disponibilizados pela autarquia. Até ao momento do fecho desta edição, não foi recebida qualquer resposta ou esclarecimento da Câmara Municipal relativamente às questões colocadas, motivo pelo qual a presente notícia é publicada sem a posição oficial do Município.

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