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CHEGA PROPÕE REFORMA AOS 65 ANOS OU APÓS 40 ANOS DE DESCONTOS

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Iniciativa anunciada por André Ventura prevê ainda limite máximo para pensões mais elevadas e terá de ser apreciada pela Assembleia da República

O presidente do Chega, André Ventura, anunciou uma proposta de alteração ao sistema de pensões que prevê o acesso à reforma aos 65 anos de idade ou após 40 anos de descontos para a Segurança Social. A iniciativa inclui igualmente a criação de um limite máximo para as pensões mais elevadas e ainda não foi submetida a votação parlamentar.

Segundo a informação divulgada pelo partido, a proposta pretende estabelecer dois critérios alternativos para acesso à pensão de velhice: atingir os 65 anos de idade ou completar 40 anos de carreira contributiva.

O Chega defende que a medida permitirá reconhecer carreiras contributivas longas, sobretudo de trabalhadores que iniciaram a sua atividade profissional em idade jovem e que acumularam décadas de descontos para a Segurança Social.

A proposta inclui também a fixação de um teto máximo de 4.500 euros líquidos mensais para as pensões mais elevadas, bem como a revisão de alguns mecanismos de penalização associados ao acesso à reforma.

Atualmente, a idade normal de acesso à pensão de velhice em Portugal é determinada por lei e ajustada periodicamente em função da evolução da esperança média de vida, encontrando-se acima dos 66 anos.

A iniciativa anunciada pelo Chega ainda não constitui legislação em vigor. Para produzir efeitos, terá de ser formalmente apresentada na Assembleia da República, discutida em comissão parlamentar e posteriormente sujeita a votação.

No plano político, o partido sustenta que a proposta promove maior justiça contributiva e valoriza carreiras profissionais longas. Por outro lado, diversas vozes têm alertado para a necessidade de avaliar o impacto financeiro de alterações desta natureza na sustentabilidade futura do sistema público de pensões.

Até ao momento, não foi divulgada qualquer estimativa oficial sobre o custo da medida nem sobre os mecanismos de financiamento que poderiam acompanhar a sua implementação.

Caso avance para apreciação parlamentar, a proposta será objeto de debate entre os partidos com representação na Assembleia da República, podendo sofrer alterações durante o processo legislativo antes de uma eventual aprovação.

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