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Em tempo de pandemia, foram em maior número os cuidadores, que cuidaram do vizinho por se encontrarem em isolamento, dos seus familiares enfim, em tantas as circunstâncias.

Foram e são de uma importância enorme!

Mas hoje quero vos falar de outro tipo de cuidador, o cuidador informal. Aquele que acompanha e cuida a pessoa cuidada de forma permanente, que com ela vive e que não recebe qualquer remuneração pelo seu trabalho ou pelos cuidados que presta à pessoa cuidada.

As suas histórias do dia á, são de resiliência, de convivência de uns que chegam com esperança de recuperação e outros em que a noite se aproxima de mansinho num fim que seja digno.

Quantas vezes duplicaram as despesas?

Quantas vezes ficaram confinados, isolados de tudo?

Quantas vezes se sentiram receosos e continuam, na incerteza de ficarem contaminados e contaminarem a pessoa por si cuidada?

Muitos deles, com uma mão cheia de incertezas, outra cheia de nada.

Infelizmente conheço no concelho de Paredes muitas situações destas vividas por gente, que se dedica de corpo e alma sem qualquer suporte, seja da parte do Estado ou do Município.

Que pena que, ao contrário do concelho vizinho de Penafiel, Paredes tenha ficado de fora do Projeto Piloto de apoio aos Cuidadores Informais. Se residissem aqui ao lado, os cuidadores informais poderiam contar com um subsídio mensal entre 248,20 e 343,50 euros, se os rendimentos do cuidador informal principal corresponderem apenas a um complemento por dependência ou um subsídio por assistência a terceira pessoa. Poderiam também contar com ajuda técnica e tempo de descanso. Muito importante também é o facto do cuidador informal ter também a possibilidade de participar em grupos de autoajuda, onde seja promovida partilha de experiências e uma ajuda mútua entre cuidadores, podendo ainda contar com apoio psicossocial.

Espero que a nossa sociedade e cada um de nós em particular consiga retirar algo de positivo desta terrível pandemia, sobretudo no que diz respeito ao apoio às pessoas que estão mais fragilizadas, mais dependentes, mais carenciadas seja a nível económico seja a outros níveis.

Ajudar quem cuida é uma obrigação de todos, mas sobretudo dos nossos governantes seja a nível nacional, seja a nível local e é a forma simultaneamente mais económica, mais eficaz e acima de tudo mais humana de fazer frente a este flagelo.

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