OpiniãoDepois da Pólvora

Depois da Pólvora

Relacionados

PSD dividido na Assembleia Municipal expõe falta de rumo político

A última sessão da Assembleia Municipal de Paços de Ferreira deixou um dado político impossível de ignorar. O Partido Social Democrata, apesar de deter...

A traição a quem votou diferente

O Município de Paços de Ferreira vai ter, em 2026, o maior orçamento da sua história, superior a 88,5 milhões de euros. Deste valor...

A fadiga de viver sempre “ligados”, o novo cansaço da era digital

Nunca estivemos tão conectados e, paradoxalmente, tão exaustos. A promessa inicial da tecnologia digital era simples e sedutora, mais eficiência, mais acesso à informação,...

Os foguetes arrebentam com o silêncio que brincava com as estrelas, com a lua, com as costas do monte. E as cores que saltam para cima das casas, que surgiram quando a pólvora deu asas à magia, pintam as caras dos incautos da cor dos sorrisos. No auge dessa alegria, desse mar de pétalas, há uma voz que grita. Há uma voz que afoga a histeria que se apoderou da aldeia, e da periferia mais recôndita, num dedo que grita, “Aproveitem o momento para programarem o próximo momento”, junto do palco, que alberga uma tonelada de máquinas que fabricam brinquedos para os ouvidos, está uma carcaça sem dentes, está a tristeza do corpo vestida com roupa que custou uma noite de insónia. Está uma boca que sobe até ao topo da lua para aplaudir o grito da sapiência. E eu, do outro lado da praça, aproveito a oportunidade para acrescentar, usando o truque da trovoada, que o princípio da frase é uma cereja que devemos mastigar ao longo da nossa vida.

- Publicidade -
- Publicidade -spot_img
- Publicidade -spot_img
- Publicidade -spot_img

Últimos Artigos

- Publicidade -