24.9 C
Munique
18.3 C
Porto
OpiniãoO homem, o animal, qual o racional?

O homem, o animal, qual o racional?

Relacionados

Delinquências juvenis e crimes praticados por jovens …

Raro é o dia em que não se assiste à abertura de telejornais ou à impressão de capas de jornais em que os protagonistas...

Porque não avança a regionalização em Portugal?

O tardar em avançar com a regionalização em Portugal, preceito constitucional plasmado no artigo 255.º da Constituição da República Portuguesa, apenas se deve à...

Porque não avança a regionalização em Portugal?

O tardar em avançar com a regionalização em Portugal, preceito constitucional plasmado no artigo 255.º da Constituição da República Portuguesa, apenas se deve à...

Já muitos estudos credibilizam vários comportamentos dos animais, os cães podem ser tão racionais que fazem planos para o futuro e os elefantes fazem o luto quando morre um amigo ou um familiar. Temos vários exemplos e estamos conscientes das capacidades dos animais para ajudar e até compreender o homem.

Tomo como exemplo a Madre Teresa de Calcutá que nos deixou a seguinte mensagem: “Os animais foram criados pela mesma mão caridosa de Deus que nos criou. É nosso dever protegê-los e promover o seu bem-estar”.

Hoje em dia aos olhos de todos e da lei os animais, assim como nós, são considerados sencientes, sendo esta a capacidade de sentir e vivenciar sentimentos como a dor, a angústia, a solidão, o amor, alegria, raiva e lealdade.

Assim sendo e com tudo o que sabemos e reconhecemos podemos defender que a crueldade contra animais não possui justificativa sob nenhuma perspetiva, seja ela filosófica, científica, religiosa e cultural.

Não podemos negar que Declaração Universal dos Direitos dos Animais representou um enorme passo no que diz respeito aos aspetos de ordem moral. Mas o homem é como é, a Declaração por si só não era suficiente e foi necessário criminalizar o homem sobre a maldade deste para com o animal. Atos como abandono, maus tratos e até a falta de cuidados essenciais são agora considerados crimes punidos por lei.

Assim sendo, faz todo o sentido que se ensine às crianças o respeito pelo animal pois este está intrinsecamente ligado ao respeito pelo seu semelhante.

Já dizia o meu avô que quem não gosta de animais não pode gostar de pessoas.

Infelizmente, nem todos somos “boas pessoas” e custa a crer que ainda hajam pessoas capazes de abandonar um animal que faz parte da sua vida, mesmo que não considerem o animal um membro da família, ele faz parte da dinâmica familiar e é um ser dependente do dono para sobreviver, abandonar um animal é condená-lo a provações, dor e provavelmente à morte, o que faz dos antigos donos “assassinos”.

O abandono é uma realidade e a crueldade das pessoas não tem limites, é preciso ter-se um coração de pedra para abandonar ou maltratar um animal, especialmente quando é “nosso”.

É repugnante maltratar um animal, mas abandonar os próprios animais de estimação mais do que desumano, é insano, para além de um crime é uma demonstração de falta de moral, de negligência, de irresponsabilidade, de falta de empatia e de amor.

Pensem bem antes de acolherem um animal, se não têm o carácter e a dedicação que são necessárias para cuidar dele acreditem, ele fica melhor sem a vossa companhia.

Neste âmbito, a atuação dos municípios é fundamental, mas têm feito muito pouco, nomeadamente o de Paredes. Ainda esta semana, ficamos a saber que o nosso concelho faz parte de mais um ranking que nos envergonha: é Top 5 a nível nacional dos municípios portugueses com mais animais abatidos.

- Publicidade -

Deixe um comentário

Por favor deixe o seu comentário
Por favor insira o seu nome

- Publicidade -
- Publicidade -spot_img

Últimos Artigos

- Publicidade -
error: Conteúdo protegido