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Paredes é o meu concelho!

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Sou a Celeste Lopes e esta é a crónica Paredes é o meu Concelho. O nosso Concelho atravessa momentos difíceis e infelizmente as medidas restritivas voltaram e todos temos que respeitar para depressa tudo voltar a uma normalidade razoável e dentro do possível.

Hoje venho falar de milhões, sim ouviram bem milhões de euros. Como todos se devem lembrar quando Alexandre Almeida tomou posse falava numa Câmara falida, ingovernável pois a divida era de 50 milhões de euros, isto em 2017. Mas esqueceu-se de dizer que a divida a fornecedores era residual e estava controlada. Também devem ter ouvido falar no tão famoso caso Olaf, sim em que acusavam o anterior executivo de não poderem pedir fundos europeus por um crime que afinal não cometeram. E imaginem só fizeram uma acusação sem fundamento, viram retidos 6,5 milhões de caução e o dinheiro voltou para os cofres da câmara passado este tempo todo. Se tivessem sido corretos nada disto teria acontecido.

Mas o mais grave disto tudo é que olhando para as contas apresentadas na última assembleia, a que todos devíamos ter assistido, quando chegarmos a outubro e no fim do mandato de Alexandre Almeida a divida municipal será de mais ou menos 65 milhões. Mas se os fornecedores fossem pagos a tempo e horas podíamos olhar para Alexandre Almeida como um homem de contas porque quem trabalha gosta de ser pago, mas não. A divida a fornecedores está completamente descontrolada pois estes são pagos a 150 dias quando em 2017 o prazo de pagamento era de 50 dias.

Agora pergunto? E olhando para os flyers de todas as juntas de freguesia que as obras publicitadas são as mesmas que em 2017, salvo umas rotundas e uns arranjos onde foi gasto o dinheiro? É incompreensível como é que sem obra feita nos últimos 3 anos. Pois as que estão a ser feitas são obras de restauro e foram feitas nos últimos 5 meses.  A única que está a ser feita à pressa são as piscinas no parque onde gastou os 120 milhões que será a divida que Alexandre Almeida nos deixa em outubro. Sim ouviram bem 120 milhões. E não pensem todo este dinheiro vem de fundos europeus. Não. Muito deste dinheiro devemos ao banco ou a vários bancos.

Prioridades esta é a palavra que me veio à ideia depois de ter falado nas piscinas. Lembram-se do livro azul e da promessa das casas socias em Castelões de Cepeda onde se iriam gastar 3 milhões em habitação social, um assunto muito controverso até por causa do valor das habitações. 150 mil euros cada casa. Lembro-me de ver o projeto no livro de campanha de Alexandre Almeida, realmente as habitações pareciam bastante razoáveis para o valor. Só não entendo como é que se faz uma piscina e se deixa os Paredenses a viver em barracas. Será que as piscinas são mais urgentes e necessárias para quem já tem habitação. Ou será que para a fotografia e para os votos a piscina resulta melhor em campanha? Quem não tem um teto pode esperar. Alexandre Almeida que é um homem de verdade mais uma vez esqueceu-se que não devia mentir a quem nada tem.

Na última quarta feira deixei aqui algumas notas importantes sobre o relatório preliminar e até vos informei que o poderiam consultar. Qual o meu espanto quando descubro que um relatório feito com base em dados estatísticos, credíveis e por pessoas que percebem do assunto sério que ali está a ser tratado foi alterado do dia para a noite. Mas a única alteração que sofreu foi na parte em que Alexandre Almeida continua a mentir. Primeiro mentiu ou omitiu sobre a fábrica ou unidade industrial. Depois de todos saberem disse à comunicação social e na sessão de esclarecimento que essa unidade só iria receber os biorresíduos. Depois do relatório ser do conhecimento publico surge a segunda parte em que essa unidade iria receber todo o lixo quando os aterros fechassem. Como essa parte não devia ser do conhecimento dos Paredenses Alexandre Almeida arranja forma eu até diria quase como se de um ilusionista se tratasse e faz desaparecer este parágrafo. Mas não faz desaparecer o encerramento dos aterros nem o fato de ser Paredes a receber o lixo que deveria ser reciclado e tratado nesses aterros. Sabemos que a unidade industrial será mais moderna e não podemos nem devemos falar em aterros, mas a verdade é que o lixo indiferenciado terá que ir para algum lado e se já todos os autarcas referiram que o lixo vem para Paredes não entendo o porquê de retirar essa segunda fase do relatório preliminar. Essa segunda fase vai acontecer e Paredes deve saber o que vai receber na unidade industrial que a zona industrial de Baltar Parada vai receber. Quanto mais Alexandre Almeida mexe no lixo pior cheira.   E desengane-se quem pensa que este assunto está em discussão. Não há plano B. A decisão está tomada e a unidade industrial será construída em Paredes. O autarca de Lousada já sabia do processo há um ano. O autarca de Penafiel também. Só esperaram pelas eleições pois é uma mais valia para as suas campanhas eleitorais. Alexandre Almeida escondeu porque um investimento de 18 milhões não passa de uma fábrica como outra qualquer.

A todos continuação de uma boa tarde. Até para a semana. Conto consigo para me fazer companhia.

 

(versão escrita do programa de rádio com o mesmo nome)
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