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Passados 48 anos, estamos juntos a comemorar este dia. Mais um aniversário do dia em que a ação corajosa dos capitães de abril fez cair o regime fascista, não esquecendo também a importância que a população teve no sucesso da revolução, ao aderir em massa e exigir liberdade.

Como dizia Zeca Afonso, “O POVO É QUEM MAIS ORDENA…”, e o povo ordenou.

Este ano, a comemoração do 25 de abril tem também um “gostinho especial”, pois é o 1º 25 de abril comemorado em tempo de democracia superior ao tempo que durou o regime autoritário, conservador, nacionalista, corporativista, colonialista, antiparlamentar, que caraterizou o regime fascista de Salazar.

Saudar e garantir “ABRIL”, é sobretudo saber corresponder às amplas exigências democráticas do nosso povo. Não basta cortar o fascismo pela rama. É necessário arranca-lo pelas raízes.

A ditadura fascista foi derrubada, mas o fascismo não desistiu de recuperar as posições perdidas, de ameaçar as liberdades e as conquistas revolucionárias do 25 de abril.

Através das políticas atuais, os ricos estão cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres. Esta não é a nossa política, esta não é a política do 25 de abril.

Sucessivos governos têm optado pelo que chamam “concertação social”, onde os grandes grupos económicos dominam em detrimento dos trabalhadores, desresponsabilizando-se da defesa dos trabalhadores e do povo. Aceitar isto é pedir aos trabalhadores e ao povo que aceite, sem protesto, o pagamento da crise, enquanto “meia dúzia” de especuladores arrebatam a riqueza produzida.

Garantir “ABRIL”, e combater o fascismo, passa também pela ação do “PODER LOCAL”, pois este tem a responsabilidade acrescida na defesa do bem estar das populações, seja pela ação direta, seja pela ação indireta, junto do poder central, ou seja, do governo, exigindo soluções para os problemas identificados, tendo por base a coesão social.

Por sua vez, o poder central, tem a responsabilidade de apoiar as autarquias e não as estrangular financeiramente. Deve transferir para os municípios as verbas destinadas a ressarcir as despesas efetuadas pelos municípios no combate à covid-19, assim como reforçar as verbas aplicadas à transferência de competências para as autarquias, como resposta à crescente dificuldade financeira que muitos municípios enfrentam tendo por conta o aumento dos preços, nomeadamente energia e matérias primas.

Celebrar “ABRIL” e combater o fascismo, passa também, como dizia Sérgio Godinho”:” Só há liberdade a sério quando houver paz, pão, habitação, saúde e educação…”

Devemos continuar a lutar pelo nosso pão, comido pela inflação; pelo direito à habitação, ameaçado pela especulação imobiliária; pela defesa do SNS; pela escola pública; pelo estado social.

Devemos continuar a lutar pela igualdade e pela fraternidade, contra todas as desigualdades e todas as formas de discriminação baseadas na cor da pele ou etnia, no género ou orientação sexual, contra o racismo e a xenofobia.

Manter vivo o 25 de abril, implica aprofundar a democracia e combater as desigualdades e a exclusão social.

Nestes 48 anos, muito foi conquistado, mas muito há para conquistar. Continua a ser necessário investir em serviços públicos essenciais, como SNS / habitação pública / escola pública / transportes públicos / habitação / cultura, entre tantos outros.

É mantendo viva a lembrança deste marco fundador da nossa democracia que manteremos viva a luta pela conquista de mais direitos, de uma vida melhor e mais justa, para todas e para todos.

VIVA O 25 de ABRIL.

Fernando Barbosa

Deputado Municipal na Assembleia Municipal de Valongo pelo BE

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