O presidente da Assembleia Municipal de Paços de Ferreira, António Coelho, respondeu ao pedido de esclarecimentos enviado pelo EMISSOR na sequência da notícia sobre a moção de censura apresentada pelo Grupo Municipal do CHEGA, rejeitando as acusações que lhe são dirigidas e contestando alguns dos pressupostos constantes daquele documento.
Na resposta enviada à redação, António Coelho começa por afirmar que, na qualidade de presidente da Assembleia Municipal, não considera dever pronunciar-se sobre as posições políticas assumidas pelos partidos representados naquele órgão, referindo que será a própria Assembleia Municipal a apreciar e decidir sobre a moção de censura apresentada pelo CHEGA.
Relativamente às alegações constantes da moção, António Coelho esclarece que nunca exerceu o cargo de vice-presidente da Câmara Municipal de Paços de Ferreira, contrariando uma das referências constantes da iniciativa política do CHEGA. Acrescenta igualmente que nunca lhe foram imputadas quaisquer responsabilidades, quer na gestão, quer na insolvência da empresa municipal PFR Invest.
O presidente da Assembleia Municipal remete ainda para as decisões judiciais relacionadas com o processo da PFR Invest, nomeadamente o acórdão do Supremo Tribunal de Justiça e a sentença do Tribunal de Comércio de Amarante, referindo que estes documentos esclarecem a evolução do processo e recordando que a insolvência da empresa foi considerada fortuita.
Sobre as críticas à sua atuação enquanto presidente da Assembleia Municipal, António Coelho afirma que tem exercido e continuará a exercer as suas funções “com imparcialidade, independência, isenção e serenidade”, sublinhando, contudo, que considera ter “o direito e o dever de exercer a defesa da minha honra e consideração quando são atacadas, sobretudo injustamente”.
Relativamente à denominada “carta de conforto”, António Coelho esclarece que apenas tomou conhecimento da sua existência em 2019, quando foi notificado no âmbito de uma verificação do Tribunal de Contas. Explica que, nessa ocasião, declarou desconhecer a emissão do documento e não ter participado em qualquer reunião da Câmara Municipal ou da Assembleia Municipal em que a carta tivesse sido analisada ou votada. Acrescenta que, quando afirmou na Assembleia Municipal de 26 de fevereiro de 2026 que conhecia a carta de conforto, referia-se ao facto de conhecer a sua existência desde a notificação recebida em 2019.
Na resposta enviada ao Emissor, António Coelho conclui afirmando que “a verdade deve sobrepor-se, sempre”, agradecendo à redação a oportunidade de prestar os esclarecimentos solicitados.







