Foi uma operação de rotina que acabou em meio milhão de cigarros apreendidos. Na calada de uma noite de início de junho, em pleno concelho de Lousada, os militares da Unidade de Ação Fiscal da GNR mandaram parar um carregamento de tabaco que, depressa perceberam, não estava em condições de circular: faltava-lhe a estampilha especial obrigatória e o condutor não conseguiu apresentar um único documento que provasse a origem legal da mercadoria.
Ao todo, foram contados 520.020 cigarros. A GNR, através do Destacamento de Ação Fiscal do Porto, deteve o homem que seguia ao volante, de 52 anos, por suspeita de introdução fraudulenta no consumo. Além do tabaco, os militares apreenderam três telemóveis que o suspeito tinha consigo.
As contas mostram a dimensão do negócio: a mercadoria foi avaliada em cerca de 161 mil euros e, a chegar ao mercado por vias ilegais, poderia ter lesado o Estado português em aproximadamente 145 mil euros, valor correspondente ao Imposto Especial de Consumo que deixaria de ser cobrado.
O detido permaneceu nas instalações da Guarda e foi depois presente ao Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lousada, para os trâmites judiciais. O caso é mais um capítulo do combate aos ilícitos fiscais que tem levado a GNR a intensificar a fiscalização na região.







