Partido considera que documento aprovado pela Assembleia Municipal não responde às necessidades da população
A Comissão Política Concelhia de Valongo do PAN criticou o orçamento municipal para 2026, aprovado pela Assembleia Municipal, considerando que o documento “não serve os interesses dos valonguenses”. Em causa está um orçamento de cerca de 119,95 milhões de euros, aprovado por maioria, com votos favoráveis do PS e de presidentes de junta de freguesia de Campo e Ermesinde, abstenções de PSD, Chega, CDS, IL, CDU e do presidente da junta de Alfena, e oposição dos presidentes de junta de Sobrado e Valongo.
Em comunicado datado de 18 de março, o PAN aponta como uma das principais preocupações o aumento previsto da despesa com a obra da Casa da Democracia Local, estimado em mais 5,8 milhões de euros. Segundo o partido, este reforço orçamental poderá limitar o investimento noutras áreas consideradas prioritárias, como a manutenção de estradas, criação de creches e respostas para a população idosa.
O partido critica ainda a ausência de referências a políticas para animais e aponta que, no domínio ambiental, o orçamento apenas contempla o projeto de despoluição do rio Ferreira. Na área social, o PAN refere não existirem medidas suficientes dirigidas a idosos, pessoas em situação de sem-abrigo ou jovens.
Apesar das críticas, o PAN assinala que algumas propostas anteriormente defendidas pelo partido foram incluídas no orçamento, como a criação de um parque de matilhas, apoio a colónias de gatos, um parque canino, um laboratório de insetos, o corredor ecológico do rio Ferreira e apoio ao CRIS — Centro de Respostas Integradas Solidárias. O partido refere também a inclusão de um parque de campismo, medida que havia defendido em anteriores eleições autárquicas.
No domínio da mobilidade, o PAN manifesta discordância com decisões relativas a infraestruturas de transporte público, nomeadamente paragens de autocarros, defendendo melhores condições para os utilizadores. Critica igualmente limitações do Centro de Recolha Oficial de Animais (CROA), referindo falta de capacidade para acolhimento de felinos.
O partido levanta ainda questões sobre a gestão do arvoredo urbano, apontando недостатки de recursos nas freguesias e alegadas práticas inadequadas de poda.
Relativamente à estratégia municipal, o PAN mostra-se crítico em relação ao conceito “Valongo 2.0”, associado à promoção do concelho como destino de turismo de natureza, defendendo antes uma aposta na recuperação ambiental e no desenvolvimento económico sustentável.
Até ao momento, não foi conhecida reação pública do executivo municipal de Valongo às críticas apresentadas pelo PAN.




