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Presidentes de Junta denunciam alegado conflito de interesses em Paços de Ferreira

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Autarcas contestam acumulação de funções de Jocelino Moreira e pedem posição do presidente da Câmara

Um grupo de 11 presidentes de junta de freguesia do concelho de Paços de Ferreira tornou público, esta sexta-feira, 20 de março, um comunicado conjunto onde denuncia aquilo que considera ser um “conflito de interesses” envolvendo o presidente da Junta de Raimonda, Jocelino Moreira, alegadamente também a desempenhar funções no gabinete do presidente da Câmara Municipal.

No documento, os autarcas afirmam que a situação configura, segundo referem, uma “irregularidade administrativa confirmada por parecer da CCDR-N” (Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte), levantando dúvidas sobre a separação entre funções autárquicas e funções executivas no município.

Os signatários questionam a compatibilidade entre os cargos, considerando que o alegado exercício simultâneo de funções poderá colocar em causa o princípio de igualdade entre freguesias no acesso a informação e decisões municipais. “O acesso a dados, prazos e estratégias antes dos restantes é uma forma de favorecimento”, lê-se no comunicado.

Os presidentes de junta subscritores defendem que esta situação “fere a lealdade institucional” e poderá comprometer o normal funcionamento das relações entre freguesias e Câmara Municipal. No mesmo documento, é ainda levantada a questão da eventual influência na distribuição de verbas municipais, considerando que tal cenário poderá configurar “concorrência desleal” entre freguesias.

No comunicado, os autarcas apelam a uma “tomada de posição clara e imediata” por parte do presidente da Câmara Municipal de Paços de Ferreira, solicitando esclarecimentos sobre a situação.

Além disso, dirigem um apelo direto a outros presidentes de junta do concelho — nomeadamente de Codessos, Ferreira, Freamunde e Seroa — para que se pronunciem publicamente sobre o caso.

Os subscritores afirmam ainda que, enquanto a situação se mantiver, consideram não estarem reunidas “as condições de confiança política” para manter um relacionamento institucional regular com o atual chefe de gabinete, posição que, segundo indicam, poderá ter impacto no funcionamento articulado entre autarquias.

A eventual acumulação de funções entre cargos políticos e funções executivas em estruturas municipais tem sido objeto de análise jurídica e administrativa, nomeadamente no que respeita a incompatibilidades e impedimentos previstos na lei. A CCDR-N é a entidade competente para emitir pareceres técnicos sobre matérias relacionadas com a legalidade administrativa das autarquias locais.

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