Os executivos municipais do Vale do Sousa preparam a discussão dos respetivos planos orçamentais para o próximo ano sob forte escrutínio das bancadas da oposição quanto aos prazos de execução das empreitadas comunitárias e da habitação a custos controlados. O debate ganhou maior tração esta semana após a divulgação dos dados nacionais que confirmam um abrandamento substancial na contratação de obras públicas e um recurso crescente a ajustes diretos.
Nos concelhos de Paços de Ferreira, Paredes e Penafiel, os eleitos locais têm vindo a exigir garantias de que os investimentos financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), em particular os projetos de habitação ao abrigo do Programa 1.º Direito e a modernização de vias municipais, não sofram derrapagens temporais nem anomalias de fiscalização técnica. A par da execução física, a oposição insiste na urgência da revisão dos Planos Diretores Municipais (PDM) para desbloquear novos loteamentos e cooperativas habitacionais acessíveis à classe média.
Os responsáveis autárquicos sustentam que a manutenção do investimento público constitui a principal alavanca para garantir emprego nas empresas de construção do território e criar condições de fixação de famílias e jovens trabalhadores nos núcleos urbanos locais.







