DestaqueCâmara e GNR de Lousada abrem valas e passam multas para tirar...

Câmara e GNR de Lousada abrem valas e passam multas para tirar prostitutas da beira da estrada

Relacionados

PSD propõe contrato-programa para apoio às comissões de festas em Paços de Ferreira

Social-democratas defendem critérios uniformes na atribuição de apoios municipais O Partido Social Democrata de Paços de Ferreira apresentou, em reunião de Câmara, uma proposta para...

Município de Lousada reforça combate à vespa velutina com distribuição de armadilhas

Autarquia intensifica medidas de prevenção face ao aumento de avistamentos na primavera O Município de Lousada está a reforçar as medidas de combate à vespa...

Paredes | Homem constituído arguido por contrafação após apreensão de mais de 220 artigos

Intervenção da GNR ocorreu em Lordelo durante ação de policiamento Um homem de 54 anos foi constituído arguido no passado dia 12 de abril, no...

A Câmara Municipal de Lousada, em conjunto com a GNR, pretende acabar com a zona de prostituição à beira da Estrada Nacional 502, na Zona Industrial de Lustosa. Em causa estão as questões relativas à saúde pública, bem como a segurança da população, exigindo o fim da atividade.

De acordo com o JN, entre o mês de março e abril, a GNR emitiu 60 multas por violação do dever geral de recolhimento domiciliário bem como a limitação da circulação entre concelhos a prostitutas e a clientes.

Com a finalidade de acabar com a prostituição, a autarquia destruiu os barracos que albergavam as prostitutas e abriu valas profundas para impedir que os veículos pudessem dirigir-se para o interior das matas, bem como os clientes.

Os relatos emitidos por parte das prostitutas, referem o trabalho como “único rendimento” e que este lhes está a ser retirado, sendo que irão enfrentar a Câmara Municipal “até ao fim” pelos constrangimentos causados.

No âmbito da temática, o vereador da Câmara Municipal de Lousada, Nélson Oliveira, portador do pelouro de ordenamento do território e urbanismo, licenciamento de atividades económicas, juventude, habitação e saúde, mencionou que o município tem reforçado “com a colaboração dos proprietários dos terrenos, a abertura de valas em zonas de acesso à mata”, no entanto, este pensa que “a única solução para esta questão é generalizar a discussão em torno da prostituição”.

O vereador evidencia, ainda, que não se deve “continuar a fingir que a prostituição não existe”, referindo como necessário a criação de condições “legais e de saúde pública para proteger estas pessoas e regulamentar a atividade”.

As prostitutas consideram esta ideia como “boa”, não se importando de trabalhar “noutras condições”, bem como aceitavam “contribuir para a construção de uma espécie de pavilhão onde tivéssemos melhores condições para receber os clientes”, consideram.

Em Portugal, o tema tem vindo a ser discutido a partir do surgimento da petição da “Legalização da prostituição em Portugal e/ou despenalização do lenocínio, desde que não seja por coação”, tendo chegado ao Parlamento. O documento em questão refere que a prostituição só deve ser praticada por maiores 21 anos, que residam legalmente em território nacional, evidenciando ainda a necessidade de obrigar as mulheres a realizar exames médicos de seis em seis meses.

Apesar da Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias ter enviado a petição para o presidente da Assembleia da República, a discussão acabou por não ser agendada durante a legislatura terminada esta segunda-feira.

- Publicidade -
- Publicidade -spot_img
- Publicidade -spot_img
- Publicidade -spot_img

Últimos Artigos

- Publicidade -